Em Luta contra a opressão e a exploração

Neste mês de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (dia 8) e o Dia pela Eliminação da Discriminação Racial (dia 21), duas datas fundamentais para a luta da classe trabalhadora. Contudo, em dois anos de Geringonça, nada mudou na vida das mulheres trabalhadoras e da população negra. A violência contra as mulheres continua impune. Generalizam-se a precariedade, os horários brutais e os baixos salários. A destruição dos serviços públicos e a inexistência de creches públicas sobrecarrega ainda mais as mulheres.

Os contratos individuais de trabalho escondem salário diferente para trabalho igual consoante a cor da pele. A ausência do direito à habitação, de direitos laborais e a violência policial institucionaliza o racismo em Portugal. Os que nascem cá continuam a ser imigrantes no seu país.

A Geringonça não muda esta realidade porque protege os interesses dos capitalistas, que lucram à custa das diferenças salariais entre negros e brancos e homens e mulheres. Não é a cor do Governo que poderá mudar a situação dos mais oprimidos entre a classe trabalhadora, mas o fim do sistema que sustenta todos esses Governos, ou seja, a luta pelo socialismo.
A discriminação racial e de género, bem como a xenofobia ou a LGBTfobia, dividem a classe trabalhadora, põem os trabalhadores uns contra os outros, evitando que questionem os que ganham com a sua opressão: a burguesia. Por isso, a luta das mulheres e a luta contra o racismo é atravessada pelas contradições de classe: os que vivem do seu trabalho (mulheres e negros trabalhadores) e os que lucram com a exploração e opressão (Obama, Hillary Clinton, Merkel, Isabel dos Santos, etc.). Por isso, a nossa luta é contra o capitalismo – a raiz material da opressão – e contra aqueles que lucram com ele – sejam eles homens, mulheres, negros ou brancos – e junto dos que vivem do seu trabalho.

É também uma luta que começa hoje e continua no socialismo, pois só combatendo a discriminação poderemos unir a nossa classe.

Temos de recuperar o 8 de Março e o 21 de Março como dias de luta dos trabalhadores contra a opressão e a exploração, pois tudo o que oprime, indignifica ou explora diz res- peito à luta da classe trabalhadora e é parte constante da luta pela sua libertação.