Novo sindicato luta agora contra a Geringonça nos motoristas de matérias perigosas

Na quinta-feira de madrugada, 18 de abril, terminou, após acordo com o Governo, a greve dos motoristas de matérias perigosas, que já levava mais de 72 horas de paralisação.

As reivindicações destes trabalhadores vêm ao encontro de outras greves noutros sectores, como a dos enfermeiros pelo reconhecimento da carreira e a dos estivadores pela estabilidade no emprego. Assim, os motoristas de cargas perigosas põem a nu a continuidade da precariedade e dos baixos salários que o Governo da Geringonça mantém, embora professando o contrário, ajudado pelos seus acólitos – PCP e BE -, que suportaram orçamentos de austeridade, garantiram a existência deste Governo e, com ilusionismo, querem convencer a classe trabalhadora de que a austeridade foi revertida.

Mas nem só nas reivindicações os motoristas foram semelhantes às greves de outros sectores; foram-no também na reação que sofreram: mais uma requisição civil deste governo de esquerda que, para resolver os conflitos, já começa a ser conhecido pela sua mão de ferro a favor dos patrões e das suas associações, em detrimento dos trabalhadores e das suas organizações.

Saudamos assim a luta dos motoristas e do seu novo sindicato, que em desacordo com as negociações da contratação colectiva feitas pelo sindicalismo dos brandos costumes com os patrões (CGTP), decidiram organizar-se e lutar por melhores condições de vida e por melhores salários. Que fiquem alerta, pois a “paz social” alcançada não significa que se tenha conquistado ainda alguma coisa e a associação patronal e o Governo tudo farão para mitigar os pedidos dos trabalhadores em benefício da classe que representam: os patrões.

Por uma carreira e um salário digno para os motoristas!