Porque a pandemia mata: liberdade imediata para os presos políticos chilenos!

A revolução no Chile abalou os alicerces do país e, apesar da atual pandemia, o processo continua aberto. A resposta do governo de Piñera foi uma brutal repressão, com milhares de mortos, feridos e presos políticos. Com a chegada do coronavírus, esses mesmos presos estão num dos locais de maior risco de contaminação: as prisões! A campanha pela liberdade aos presos políticos chilenos ganha um carácter de vida ou de morte nesta situação.

Em outubro do ano passado começou um processo revolucionário no Chile. Com a bandeira de “Não são 30 pesos, são 30 anos!” as massivas mobilizações de trabalhadores e jovens contra o aumento do transporte, rapidamente transbordaram numa revolução que questiona todo o sistema chileno e que contagiou vários países latino-americanos, estendendo-se as mobilizações e greves a países como a Colômbia.

A repressão brutal foi a resposta do regime chileno contra a revolução que se abriu em Outubro de 2019. São milhares de feridos (muitos deles perderam a visão divido à repressão nas manifestações), centenas de casos de tortura e violência sexual praticados por agentes estatais. Há 25 mil processados ​​nos confrontos; entre eles, mais de 2.400 em prisão preventiva, sem provas e com penas agravadas. Diante disto, os companheiros e companheiras da Defensoria Popular, representam muitos dos detidos e dão a batalha contra o aparelho judicial e policial do Estado. Por este trabalho, María Rivera, dirigente do Movimento Internacional dos Trabalhadores (MIT – LIT-QI, partido irmão do Em Luta no Chile), foi ameaçada em inúmeras oportunidades, assim como foi processada pelo comando dos Carabineiros (polícia do Chile).

Com a chegada da COVID 19 ao país, as mobilizações foram adiadas, mas o processo revolucionário continua em aberto. Podemos ver como a Primeira Linha tomou a luta contra a pandemia em suas mãos organizando atividades de desinfecção.

A luta pela liberdade dos presos políticos torna-se mais urgente que nunca. Amontoados em prisões onde não se existem medidas de segurança e higiene, milhares de manifestantes que foram detidos e ainda não têm condenação, convivem com presos comuns, porque o Estado decidiu que são “perigosos para a sociedade”. A situação é desesperadora para os e as ativistas que estão presos e para seus familiares. O governo de Piñera que nega-se a dar sequer a prisão domiciliária, sendo responsável pela saúde e a vida dos e das presos/as políticos.

Por isso, a Liga Internacional dos Trabalhadores (de o Em luta faz parte), lançou uma campanha de solidariedade e colaboração com os lutadores chilenos. Acreditamos que os organismos internacionais de Direitos Humanos e as organizações sindicais e estudantis devem pronunciar-se imediatamente contra esta arbitrariedade.

Não podemos permitir que no Chile estejam a ser violados os Direitos Humanos mais básicos, agravados perante a situação catastrófica e pandêmica. Além disso, a  liberdade dos presos e presas políticos tem uma importância vital para o desenvolvimento da revolução chilena. Por isso, convidamos a todos/as aqueles que seguiram com simpatia este processo revolucionário para que se somem à campanha: mandando sua assinatura, tirando uma foto com um cartaz ou doando dinheiro para a campanha.

Finalmente, exigimos:

Liberdade a todos os presos por lutar! No contexto da pandmeia, exigimos a liberdade imediata aos presos políticos, tendo como medida miníma e imediata, a prisão domiciliária, para não morrer. Revogação de todas as prisões preventivas de todos os presos acusados de crimes não violentos, que devem aguardar julgamento em liberdade e sob medidas de vigilância extra carcerária.

Julgamento e punição dos violadores dos direitos humanos!

Fim imediato da perseguição política a Maria Rivera!