Internacional

O 7 de outubro foi um ato de resistência

Wael Samer é palestiniano e está em Portugal há pouco tempo. Os seus pais e irmãos vivem na Cisjordânia, mas tem familiares em Gaza. Há poucos dias, recebeu a notícia de que alguns deles foram mortos pelos bombardeamentos de Israel. “Decidi que não vou ver os seus nomes porque… não tenho força.” É sobre a força da luta do seu povo o tema da nossa conversa.

Internacional

Por que as vítimas palestinianas feitas por Israel não têm direito a um voto de pesar?

A Assembleia da República aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, o item n.º 1 de um voto de pesar intitulado “Por todas as vítimas resultantes dos ataques terroristas do Hamas contra Israel”. O primeiro ponto “condena de forma absoluta, imediata e inequívoca os ataques terroristas do Hamas em Israel no passado sábado, dia 7 de outubro, expressando o seu mais profundo pesar pelas vítimas destes ataques, em especial as crianças, e solidarizando-se com as famílias e amigos destas vítimas e com o povo israelita”.

Internacional

Palestina: As mentiras do sionismo e a cumplicidade dos grandes media criam o terreno para a ‘solução final’ de Israel em Gaza

O dia 7 de outubro vai ficar na história da luta pela libertação nacional na Palestina e no Médio Oriente. Foi o dia em que a resistência palestiniana conseguiu infligir uma derrota ao exército ocupante e romper por um período o cerco a que são submetidos diariamente por Israel, há 16 anos. Uma incursão preparada e coordenada conseguiu romper em vários pontos a cerca em volta de Gaza, que impede a saída de qualquer palestiniano. As câmeras e dispositivos de vigilância não funcionaram porque foram inutilizadas pelos combatentes. Até esse dia, a fama acumulada por Israel em várias guerras contra seus vizinhos árabes e da guerra permanente contra os palestinianos havia dado um prestígio macabro, a tal ponto que a sua tecnologia de vigilância, os seus carros blindados de repressão à população vinham sendo exportados para muitos países.

A NOSSA CLASSE

A luta dos professores: balanços e perspetivas

O ano que passou foi atravessado pela extraordinária luta dos professores. Mas apesar das greves e milhares nas ruas, o Governo não cedeu: legislou sobre os concursos e recusou-se a recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço perdidos pelos professores durante a Troika. Estes dois aspetos configuram, na nossa opinião, uma derrota importante na luta dos professores que é preciso encarar.

Nacional

Lítio ameaça destruir Região do Barroso

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de viabilizar a exploração do lítio na mina do Romano, no concelho de Montalegre, terá “impactos completamente arrasadores” para as populações do Barroso, região reconhecida como património agrícola mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).