Depois das eleições construir a greve geral contra os ataques do governo Montenegro
Como dizíamos na nota pública sobre as eleições autárquicas, este processo não se traduziu num momento de estabilização do país. As crises políticas à espreita continuam como antes a ser o pano de fundo. No entanto, é inegável um fortalecimento político do governo, com a reconquista da Associação de Municípios e a vitória nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto. Há que espremer os resultados e retirar as conclusões que nos preparem para o combate que aí vem.
Combater o projeto da cidade para os ricos
As eleições autárquicas, dentro de uns dias, serão mais um momento da crise política que vive o país. Atravessado por um mundo em desordem, o equilíbrio de forças herdado do desvio da revolução – marcada pelo 25 de novembro -, não é mais capaz de garantir estabilidade. As lutas da juventude e dos trabalhadores serão determinantes para o desenlace desta instabilidade que se vive por todo o país.
Fim das demolições sem alternativa! Proibição dos despejos, já! Todo o apoio aos moradores do Talude!
Nas últimas semanas, a Câmara Municipal de Loures, sob o executivo de Ricardo Leão, do PS, efetuou a demolição de dezenas de casas autoconstruídas no Talude Militar. Segundo a imprensa, pelo menos 55 famílias tiveram as suas casas demolidas sem alternativa habitacional.
Apelo Internacional: Libertação imediata dos presos políticos da ditadura de Umaro Sissoko Embaló(Guiné-Bissau)
Unidade para lutar contra os ataques Construir a alternativa revolucionária
Demolições, racismo e segregação nas periferias: uma conversa franca com o PCP
A crise da habitação agrava-se cada vez mais, e a realidade de salários que não chegam para pagar a renda atinge setores cada vez mais largos da população. Como consequência, como seria de esperar, cada vez mais famílias, sem ter alternativas, se veem obrigadas a recorrer a casas autoconstruídas.
Novas eleições, o mesmo país
Cerca de um ano depois, vamos a novas eleições. Mas as novidades são poucas, quando existe um grande acordo, entre a ampla maioria dos partidos, num projeto de país de turismo, serviços e baixos salários, e quando a esquerda parlamentar se limita a propor uma versão leve deste projeto, sem questionar a origem dos problemas que atravessam o país, nem propor uma alternativa de conjunto.
Neste 1º de maio: Em defesa do internacionalismo proletário! Viva as resistências palestina e ucraniana!
Manifesto de 1º de maio da LIT

