HISTÓRIA Internacional

Médici, Dom Pedro I, Bolsonaro e o elogio ao autoritarismo

Há exatos 50 anos, o ditador Emilio Garrastazu Médici recebia os restos mortais de Dom Pedro I. Levado do Panteão Nacional Português, em Lisboa, a bordo do navio Funchal, para o que seria um dos maiores velórios da história do Brasil. As reminiscências de Pedro foram levadas a quase todos os estados – exceto Pernambuco, dada a revolta que o falecido ainda causava por lá devido à repressão à Confederação do Equador -, num cortejo fúnebre de 5 meses concluído no Museu do Ipiranga, em São Paulo, onde jaz atualmente. Mas somente a ossada fora digna de frete tão caro e espalhafatoso. Pois este foi o desejo dele próprio deixado em testamento, na véspera de sua morte: que o corpo ficasse no Brasil, mas o coração fosse doado à cidade do Porto.

Internacional

Sri Lanka: Uma revolução em curso derruba o presidente Rajapaksa

Há poucos dias, a mídia de todo o mundo mostrou como uma multidão enfurecida tomou a residência presidencial em Colombo (capital do país) e forçou o odiado presidente Gotabaya Rajapaksa a renunciar. Foi o ponto alto de um processo de meses de greves e manifestações de protesto contra a terrível deterioração das condições de vida, agravada pela política governamental, e que a repressão não conseguiu deter[1].