A NOSSA CLASSE

A luta dos professores: balanços e perspetivas

O ano que passou foi atravessado pela extraordinária luta dos professores. Mas apesar das greves e milhares nas ruas, o Governo não cedeu: legislou sobre os concursos e recusou-se a recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço perdidos pelos professores durante a Troika. Estes dois aspetos configuram, na nossa opinião, uma derrota importante na luta dos professores que é preciso encarar.

A NOSSA CLASSE

Sobre o Pacto Social da CIP: Cuidado com o Lobo com pele de cordeiro

Nos últimos dias têm vindo a público as notícias a desinformar a população de que haveria uma proposta de aumentos salariais para os trabalhadores, vinda dos representantes dos patrões da indústria em Portugal, a CIP. Ler na mesma frase aumentos salariais e CIP deixou muitos trabalhadores de pé atrás, tal não é a experiência que existe com essa gente nas empresas por todo o país. Mas, diante do aperto da inflação e do crédito à habitação, os olhos de outros tantos brilharam com a hipótese de um 15º salário, de redução dos impostos e de um alegado aumento de 14,75%.

A NOSSA CLASSE SETOR AUTOMÓVEL

Depois da pandemia, o vírus do layoff continua. Dinheiro para as empresas, crise para os trabalhadores

Os trabalhadores da VW Autoeuropa e das empresas fornecedoras do Parque Industrial estão em regime de layoff devido a uma quebra na cadeia de fornecimento de motores. Centenas, contratados temporariamente, já foram despedidos. Tudo porque, segundo a VW Autoeuropa, o Grupo VW – um dos maiores da indústria automóvel – tem um único fornecedor para uma peça necessária à produção de grande parte dos motores utlizados pelos carros que saem de Palmela. Fornecedor esse que foi apanhado pelas chuvas e inundações que ocorreram na Eslovénia em agosto.

A NOSSA CLASSE Nacional

Defender a luta dos professores! Por um debate político da alternativa para a Escola Pública e o país! Um programa eleitoralista e a moral do vale tudo não são a saída!

Desde dezembro de 2022 que a luta dos professores invadiu as escolas, as ruas do país e atraiu a atenção de ativistas e lutadores de outros setores sociais em luta contra os ataques do Governo de António Costa. Ao contrário das greves de calendário, tão típicas no sindicalismo português, surgiu uma nova forma de organizar as greves, com comissões por escola e encontros nacionais que se reuniam para decidir a condução da luta, rompendo com a domesticação da FENPROF, o que colocou na ribalta um novo sindicato, o STOP.

A NOSSA CLASSE

Unificar as lutas para derrotar o governo de Costa

Há pouco mais de um ano, o Governo de António Costa tomou posse. Apesar da estabilidade conferida por ter obtido uma maioria absoluta, o governo vive uma profunda crise. São escândalos atrás de escândalos de membros do Governo e favorecimentos a eles associados. Mas é, acima de tudo, o escândalo de país em que vivemos: uma classe trabalhadora a braços com a crise da inflação, da habitação e da destruição dos serviços públicos.

A NOSSA CLASSE AVIAÇÃO Nacional

TAP: A novela de uma classe e de um Estado corruptos e submissos ao liberalismo europeu

A companhia aérea TAP continua a abrir e a alimentar a imprensa com casos que se vão sucedendo. Ora é a indemnização de Alexandra Reis, ora são as demissões de ministros e funcionários do Governo, ora são as indeminizações a administradores e ex-administradores. Há casos que incluem supostas agressões e até agentes secretos, tudo o que uma boa imprensa deseja e se regozija para distrair as atenções do que é central e fazer o jogo a que alguns chamam “política”.