Nacional

Novas eleições, o mesmo país

Cerca de um ano depois, vamos a novas eleições. Mas as novidades são poucas, quando existe um grande acordo, entre a ampla maioria dos partidos, num projeto de país de turismo, serviços e baixos salários, e quando a esquerda parlamentar se limita a propor uma versão leve deste projeto, sem questionar a origem dos problemas que atravessam o país, nem propor uma alternativa de conjunto.

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Da crise da Troika à crise política atual, perante o marasmo de soluções, é necessário construir uma alternativa revolucionária

No passado dia 11 de março, depois de ter visto chumbada uma Moção de Confiança, o governo de Luís Montenegro caiu. O Presidente da República apresentou a data de 18 de maio para as novas eleições legislativas. No entanto, não se vislumbra uma estabilidade política. Pelo contrário, passado pouco mais de um ano das últimas eleições, o país encontra-se na mesma situação: crise política, ausência de alternativas, forte crise social. 

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Crise do Bloco de Esquerda | Sobre aparências e realidade

Nos últimos dias surgiu uma polémica envolvendo o Bloco de Esquerda. No rescaldo das eleições de 2022 o partido teve uma grande redução da sua votação, caindo de 19 deputados para 5. Esta redução de representatividade na democracia em que vivemos, refletiu-se depois numa diminuição da subvenção estatal para este partido que levou a despedimentos, inclusive de funcionárias que tinham sido mães há pouco tempo. Deixamos desde já a nossa solidariedade para com as trabalhadoras despedidas. Além disso achamos importante refletir. Seria inevitável? É o que propomos discutir aos ativistas, jovens e menos jovens, que procuram uma ferramenta alternativa para a construir um mundo em que sejamos “socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.

A NOSSA CLASSE Nacional

Solidariedade com a luta dos bombeiros sapadores

Os bombeiros sapadores saíram às ruas de Lisboa na última terça-feira (dia 3) para mostrar ao governo que paciência tem limite e que estão dispostos a continuar a luta para conquistar os seus direitos. Durante dois anos eles tentaram negociar com os sucessivos governos algumas reivindicações mínimas, como revisão da carreira e o aumento do subsídio de risco, que tem o absurdo valor mensal de 7,03€, sem sucesso.

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Qual foi o verdadeiro papel do 25 de novembro?

A direita e a extrema-direita apresentam o 25 de Novembro de 1975 como o triunfo da democracia em Portugal, então ameaçada pela extrema-esquerda e pelo PCP. Com esse discurso, aprovaram, com o voto favorável do PSD, CDS, Chega e IL, uma sessão solene na Assembleia da República para comemorar a data. Apesar de terem se oposto a essa comemoração, proposta pelo CDS, compareceram ao evento todos os demais partidos representados no Parlamento, com a exceção do PCP.
Vejamos o que foi, em nossa opinião, o 25 de Novembro, com base em excertos do livro “50 anos de Abril. Um debate sobre reforma e revolução em Portugal”, editado pelo Em Luta.

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50 anos de Abril: em luta por uma nova revolução

A 25 de Abril de 1974 começava a revolução em Portugal. O que era para ser um golpe de Estado, virou uma forte revolução com o povo na rua a impor mudanças estruturais no país. Passados 50 anos, vivemos uma forte crise política e social, com a ameaça do retorno das forças reacionárias do passado. O que se passou no país que nos trouxe a este desfecho?