Ascensão da extrema-direita: O regresso dos que nunca foram embora
As novas eleições, que ditaram uma inesperada maioria absoluta do PS, trouxeram o reforço da direita radical no Parlamento.
As novas eleições, que ditaram uma inesperada maioria absoluta do PS, trouxeram o reforço da direita radical no Parlamento.
Depois de 6 anos de Geringonça, as eleições de 30 de janeiro deram maioria absoluta ao PS para governar. O governo será novo, mas a receita será a mesma.
Se havia uma certeza que todos tinham para a noite eleitoral é que não haveria maiorias absolutas. Tudo o resto eram incertezas. No entanto, a maioria absoluta veio mesmo. O PS, que de socialista nada tem e que, junto com o PSD, representa os interesses dos patrões em Portugal, vai poder governar sem negociar.
No meio das disputas eleitorais em curso nos debates das legislativas, perde-se muitas vezes de vista aquilo que realmente interessa aos trabalhadores e à população mais pobre: que projeto de país e que saída para a classe trabalhadora e população mais pobre? Apresentamos algumas medidas que nos parecem centrais, para podermos falar de uma retoma que sirva os trabalhadores e a população mais pobre.
Não há dúvida de que o balanço dos governos da Geringonça está no centro do debate político da atualidade. É preciso explicar porquê, depois de 6 anos deste modelo de governo, PS, PCP e BE se arriscam a perder a maioria do Parlamento.
As eleições legislativas antecipadas colocam ao país o debate político sobre o rumo a seguir para uma retoma económica. Os partidos que estão no Parlamento mais do que debaterem as propostas e programas, debatem a partilha de poder por dentro do Parlamento.
Quando respirávamos de alívio a pensar que a Covid estava com os dias contados graças à vacinação, eis que estamos de novo às voltas com números recordes de infecções, internamentos a subir e óbitos a apresentar uma regularidade sombria.