A NOSSA CLASSE SETOR AUTOMÓVEL

Depois da pandemia, o vírus do layoff continua. Dinheiro para as empresas, crise para os trabalhadores

Os trabalhadores da VW Autoeuropa e das empresas fornecedoras do Parque Industrial estão em regime de layoff devido a uma quebra na cadeia de fornecimento de motores. Centenas, contratados temporariamente, já foram despedidos. Tudo porque, segundo a VW Autoeuropa, o Grupo VW – um dos maiores da indústria automóvel – tem um único fornecedor para uma peça necessária à produção de grande parte dos motores utlizados pelos carros que saem de Palmela. Fornecedor esse que foi apanhado pelas chuvas e inundações que ocorreram na Eslovénia em agosto.

HISTÓRIA Internacional

50 anos após o golpe no Chile: Recuperar as lições para que a história não se repita!

A comemoração dos 50 anos do golpe cívico militar de ’73 reativa um debate em discussão sobre o período mais complexo da nossa história recente. O mesmo tem duas caras. Por um lado, a rica experiência de organização do movimento operário, popular e campesino chileno acumulada nas décadas anteriores e que possibilitou a vitória de Allende para o período de1970-1976. Por outro, a derrota imposta pela classe empresarial através das Forças Armadas que protagonizaram o golpe de Estado e que inicia o caminho inverso com o extermínio de toda uma geração de trabalhadores altamente politizados e dispostos a mudar o país.

Mulheres

“Se acabó”: o grito de guerra contra o machismo que se ouviu por todo o Estado Espanhol

Quando Luis Rubiales beijou a boca da jogadora Jenni Hermoso, no dia 20 de agosto, nem lhe passou pela cabeça a tormenta que iria desencadear. Afinal, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) parecia julgar-se acima do bem e do mal: mesmo antes do beijo, para comemorar a vitória da sua equipa, colocara a mão nos seus próprios genitais – num gesto bastante utilizado para simbolizar a supremacia masculina – em plena tribuna de honra do Stadium Australia, em Sydney.

A NOSSA CLASSE Nacional

Defender a luta dos professores! Por um debate político da alternativa para a Escola Pública e o país! Um programa eleitoralista e a moral do vale tudo não são a saída!

Desde dezembro de 2022 que a luta dos professores invadiu as escolas, as ruas do país e atraiu a atenção de ativistas e lutadores de outros setores sociais em luta contra os ataques do Governo de António Costa. Ao contrário das greves de calendário, tão típicas no sindicalismo português, surgiu uma nova forma de organizar as greves, com comissões por escola e encontros nacionais que se reuniam para decidir a condução da luta, rompendo com a domesticação da FENPROF, o que colocou na ribalta um novo sindicato, o STOP.

A NOSSA CLASSE

Unificar as lutas para derrotar o governo de Costa

Há pouco mais de um ano, o Governo de António Costa tomou posse. Apesar da estabilidade conferida por ter obtido uma maioria absoluta, o governo vive uma profunda crise. São escândalos atrás de escândalos de membros do Governo e favorecimentos a eles associados. Mas é, acima de tudo, o escândalo de país em que vivemos: uma classe trabalhadora a braços com a crise da inflação, da habitação e da destruição dos serviços públicos.

SETOR AUTOMÓVEL

Autoeuropa: Aumentos dos ritmos e cargas de trabalho, + dinheiro nos cofres da empresa, – saúde e qualidade de vida para os trabalhadores

António Costa voltou a querer inchar com as últimas estatísticas sobre as exportações portuguesas: de 2021 para 2022, aumentaram globalmente 34%. Um êxito! Bradou Costa sorridente. O mesmo fez Thomas Gunther, administrador da Autoeuropa, anunciando bons resultados e mais um investimento de 600 milhões em Palmela. No meio dos sorrisos dos governantes e do patronato, esconde-se quem realmente produz toda aquela riqueza – e quem menos beneficia com ela, sujeita a crescentes ritmos de trabalho e com um dos salários mais baixos da Europa.