A NOSSA CLASSE

A luta dos professores: balanços e perspetivas

O ano que passou foi atravessado pela extraordinária luta dos professores. Mas apesar das greves e milhares nas ruas, o Governo não cedeu: legislou sobre os concursos e recusou-se a recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço perdidos pelos professores durante a Troika. Estes dois aspetos configuram, na nossa opinião, uma derrota importante na luta dos professores que é preciso encarar.

Nacional

Lítio ameaça destruir Região do Barroso

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de viabilizar a exploração do lítio na mina do Romano, no concelho de Montalegre, terá “impactos completamente arrasadores” para as populações do Barroso, região reconhecida como património agrícola mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Internacional Raça & Classe

África: Sahel, dos Golpes à Revolução?

A 26 de julho deste ano ocorria no Níger um golpe de Estado que redundou na tomada do poder pelos militares, na figura do General Abdulrahman Tchiani, Comandante da Guarda Presidencial do deposto presidente Mohammed Bazoum. Assim, o Níger juntatava-se ao Burquina Faso, Guiné-Conacri, Mali e, posteriormente, Gabão na lista de países onde ocorreram golpes de Estado.

A NOSSA CLASSE

Sobre o Pacto Social da CIP: Cuidado com o Lobo com pele de cordeiro

Nos últimos dias têm vindo a público as notícias a desinformar a população de que haveria uma proposta de aumentos salariais para os trabalhadores, vinda dos representantes dos patrões da indústria em Portugal, a CIP. Ler na mesma frase aumentos salariais e CIP deixou muitos trabalhadores de pé atrás, tal não é a experiência que existe com essa gente nas empresas por todo o país. Mas, diante do aperto da inflação e do crédito à habitação, os olhos de outros tantos brilharam com a hipótese de um 15º salário, de redução dos impostos e de um alegado aumento de 14,75%.

A NOSSA CLASSE SETOR AUTOMÓVEL

Depois da pandemia, o vírus do layoff continua. Dinheiro para as empresas, crise para os trabalhadores

Os trabalhadores da VW Autoeuropa e das empresas fornecedoras do Parque Industrial estão em regime de layoff devido a uma quebra na cadeia de fornecimento de motores. Centenas, contratados temporariamente, já foram despedidos. Tudo porque, segundo a VW Autoeuropa, o Grupo VW – um dos maiores da indústria automóvel – tem um único fornecedor para uma peça necessária à produção de grande parte dos motores utlizados pelos carros que saem de Palmela. Fornecedor esse que foi apanhado pelas chuvas e inundações que ocorreram na Eslovénia em agosto.