A NOSSA CLASSE

Unificar as lutas para derrotar o governo de Costa

Há pouco mais de um ano, o Governo de António Costa tomou posse. Apesar da estabilidade conferida por ter obtido uma maioria absoluta, o governo vive uma profunda crise. São escândalos atrás de escândalos de membros do Governo e favorecimentos a eles associados. Mas é, acima de tudo, o escândalo de país em que vivemos: uma classe trabalhadora a braços com a crise da inflação, da habitação e da destruição dos serviços públicos.

SETOR AUTOMÓVEL

Autoeuropa: Aumentos dos ritmos e cargas de trabalho, + dinheiro nos cofres da empresa, – saúde e qualidade de vida para os trabalhadores

António Costa voltou a querer inchar com as últimas estatísticas sobre as exportações portuguesas: de 2021 para 2022, aumentaram globalmente 34%. Um êxito! Bradou Costa sorridente. O mesmo fez Thomas Gunther, administrador da Autoeuropa, anunciando bons resultados e mais um investimento de 600 milhões em Palmela. No meio dos sorrisos dos governantes e do patronato, esconde-se quem realmente produz toda aquela riqueza – e quem menos beneficia com ela, sujeita a crescentes ritmos de trabalho e com um dos salários mais baixos da Europa.

A NOSSA CLASSE AVIAÇÃO Nacional

TAP: A novela de uma classe e de um Estado corruptos e submissos ao liberalismo europeu

A companhia aérea TAP continua a abrir e a alimentar a imprensa com casos que se vão sucedendo. Ora é a indemnização de Alexandra Reis, ora são as demissões de ministros e funcionários do Governo, ora são as indeminizações a administradores e ex-administradores. Há casos que incluem supostas agressões e até agentes secretos, tudo o que uma boa imprensa deseja e se regozija para distrair as atenções do que é central e fazer o jogo a que alguns chamam “política”.

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Só a classe trabalhadora pode dar um rumo a este país

O país encontra-se numa encruzilhada, emparedado entre os ataques do governo de maioria absoluta de Costa, sustentados por Marcelo e uma direita e extrema-direita agressivas e em crescimento. Nenhuma destas alternativas responde às necessidades da população trabalhadora, aos mais explorados e oprimidos. Também não será uma nova Geringonça que nos poderá “salvar”, pois já vimos que tentar juntar patrões e trabalhadores, deixa apenas os primeiros a ganhar.

Internacional

Sudão: sério risco de guerra civil e envolvimento dos países vizinhos

No sábado, dia 15 de abril, explodiu o enfrentamento armado entre o Exército do Sudão e os grupos paramilitares RSF (Forças de Apoio Rápido). Nesse conflito, de um lado, Abdel Fattah al Burhan (ex-aliado do ditador el Bashir que governou por trinta anos) e de outro lado, Mohamed Hamdan Dagalo, o genocida de Darfur (400.000 pessoas assassinadas e 2 milhões de refugiados), também conhecido como Hemedti.