8M | De Trump a Montenegro: tirem as mãos dos nossos direitos!
Em todo o mundo, os direitos pelos quais as mulheres lutaram nas últimas décadas estão a ser atacados pelos seus governos.
Em todo o mundo, os direitos pelos quais as mulheres lutaram nas últimas décadas estão a ser atacados pelos seus governos.
Temos assistido ao aparecimento de organizações que, reivindicando-se revolucionárias, se constroem de forma crítica ao BE e ao PCP e aos seus caminhos reformistas e circunscritos à institucionalidade da democracia burguesa, procurando resistir corretamente ao capitalismo como fim da História, ou à naturalização da barbárie. Falamos, por exemplo, da nossa própria organização, o Em Luta, do Trabalhadores Unidos, do Coletivo Ruptura, ou da Esquerda Revolucionária.
Nos últimos dias surgiu uma polémica envolvendo o Bloco de Esquerda. No rescaldo das eleições de 2022 o partido teve uma grande redução da sua votação, caindo de 19 deputados para 5. Esta redução de representatividade na democracia em que vivemos, refletiu-se depois numa diminuição da subvenção estatal para este partido que levou a despedimentos, inclusive de funcionárias que tinham sido mães há pouco tempo. Deixamos desde já a nossa solidariedade para com as trabalhadoras despedidas. Além disso achamos importante refletir. Seria inevitável? É o que propomos discutir aos ativistas, jovens e menos jovens, que procuram uma ferramenta alternativa para a construir um mundo em que sejamos “socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.
Declaração conjunta das organizações socialistas (ver nota no final do texto), 3 de janeiro de 2025
Este artigo apresenta um primeiro estudo e conclusões sobre a extrema direita, que, sem dúvida, precisará avançar e aprofundar.
A vitória de Trump na principal potência imperialista destaca a força adquirida pela extrema direita na esfera internacional, com fortes posições já conquistadas na Europa e na América Latina. O avanço da extrema direita é um fenômeno global que corresponde ao atual momento histórico de crise do capitalismo. Com amplos vínculos internacionais entre si, sua ascensão está em pleno desenvolvimento, mostra diferentes expressões nacionais e, como um fenômeno em transição, apresenta desenlaces em aberto que dependerão do curso dos acontecimentos.
Os bombeiros sapadores saíram às ruas de Lisboa na última terça-feira (dia 3) para mostrar ao governo que paciência tem limite e que estão dispostos a continuar a luta para conquistar os seus direitos. Durante dois anos eles tentaram negociar com os sucessivos governos algumas reivindicações mínimas, como revisão da carreira e o aumento do subsídio de risco, que tem o absurdo valor mensal de 7,03€, sem sucesso.
A direita e a extrema-direita apresentam o 25 de Novembro de 1975 como o triunfo da democracia em Portugal, então ameaçada pela extrema-esquerda e pelo PCP. Com esse discurso, aprovaram, com o voto favorável do PSD, CDS, Chega e IL, uma sessão solene na Assembleia da República para comemorar a data. Apesar de terem se oposto a essa comemoração, proposta pelo CDS, compareceram ao evento todos os demais partidos representados no Parlamento, com a exceção do PCP.
Vejamos o que foi, em nossa opinião, o 25 de Novembro, com base em excertos do livro “50 anos de Abril. Um debate sobre reforma e revolução em Portugal”, editado pelo Em Luta.