O golpe militar que deu origem à Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, começou em África, quando os povos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, então colónias portuguesas, insurgiram-se e pegaram em armas para conquistar a sua independência. O desgaste político provocado pela guerra, aliado à insatisfação com as péssimas condições de vida da maioria da população portuguesa e com a ausência de liberdades democráticas, erodiu a disciplina na Forças Armadas e conduziu à formação de um núcleo conspirativo formado, em sua maioria, por capitães, o Movimento das Forças Armadas (MFA). No mesmo dia 25 de abril, e apesar das recomendações em contrário do MFA, o povo foi às ruas e deu início à revolução que conquistaria a democracia e poria em causa a propriedade privada dos meios de produção. Esta cronologia poderá ser lida em sua totalidade no livro 50 anos de Abril – Um debate sobre reforma e revolução em Portugal, editado por Em Luta.