Opinião

Opinião: Que futuro para o movimento por justiça climática?

Recentemente, a Climáximo e a Greve Climática Estudantil promoveram várias ações com o intuito de dar visibilidade à questão climática, que em termos gerais, tem sido omissa na campanha eleitoral, embora seja ocasionalmente levantada pelo PAN, pelo Livre e pelo Bloco de Esquerda. As ações realizadas, foram desde colar cartazes em cima dos outdoors de todos os partidos, com a frase “Com o teu voto garantimos o colapso climático”, a atirar tinta ao Montenegro, bem como a irromper pelo debate dos partidos com assento parlamentar. Não é novidade este tipo de acções disruptivas feitas pela Climáximo e pela Greve Climática Estudantil, mas acho que é importante pararmos para pensar sobre o timing e o tipo de acção.

Internacional

A Ucrânia diante da invasão russa: atacada por um imperialismo e chantageada por outros

Tal como definimos desde o início, a Ucrânia está travando uma guerra de libertação nacional partindo de sua condição de país semicolonial. Por isso objetivamente enfrenta todos os imperialismos e ao sistema capitalista como um todo. E as massas ucranianas – especialmente a classe operária – se chocam cada vez mais com a sua direção política e militar burguesa, pró-imperialista e pró-sionista, que também serve aos interesses dos vários clãs de oligarcas locais. Dois anos após o início da guerra de resistência à invasão e ocupação, as classes exploradas vivem uma experiência dolorosa e enfrentam o grande desafio de superar as falsas ilusões no apoio do “Ocidente” e avançar para a revolução social, embora o significado de “socialismo” para a maioria dos que resistem ao invasor está envenenado pela memória do stalinismo, que degenerou e finalmente derrubou a URSS e que novamente traiu através dos partidos herdeiros do PCUS, como o PCU, PSPU e outros satélites., que em 2014 apoiaram a anexação russa da Crimeia ou atuaram como agentes da invasão e divisão do Donbass. Em suma, a guerra da Rússia contra a Ucrânia já dura 10 anos.