Neste 1º de maio: Em defesa do internacionalismo proletário! Viva as resistências palestina e ucraniana!
Manifesto de 1º de maio da LIT
Manifesto de 1º de maio da LIT
No passado dia 11 de março, depois de ter visto chumbada uma Moção de Confiança, o governo de Luís Montenegro caiu. O Presidente da República apresentou a data de 18 de maio para as novas eleições legislativas. No entanto, não se vislumbra uma estabilidade política. Pelo contrário, passado pouco mais de um ano das últimas eleições, o país encontra-se na mesma situação: crise política, ausência de alternativas, forte crise social.
O giro brusco de Donald Trump na política externa é exemplificada na guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, onde ele cerrou fileiras com Putin para, por meio da mais vil chantagem, forçar a capitulação do governo ucraniano e fechar um acordo colonial no qual Putin manterá a Crimeia e o Donbass. além dos oblasts de Kherson e Zaporizhzhia, conforme imposto na Constituição Russa, e dividir a riqueza do país.
Fomos ontem surpreendidos pela inesperada notícia da perda do nosso camarada Américo Gomes. O Américo, como o tratávamos. Faleceu ontem no Hospital das Clínicas, em São Paulo, vítima de complicações cardíacas.
Em todo o mundo, os direitos pelos quais as mulheres lutaram nas últimas décadas estão a ser atacados pelos seus governos.
Temos assistido ao aparecimento de organizações que, reivindicando-se revolucionárias, se constroem de forma crítica ao BE e ao PCP e aos seus caminhos reformistas e circunscritos à institucionalidade da democracia burguesa, procurando resistir corretamente ao capitalismo como fim da História, ou à naturalização da barbárie. Falamos, por exemplo, da nossa própria organização, o Em Luta, do Trabalhadores Unidos, do Coletivo Ruptura, ou da Esquerda Revolucionária.
Nos últimos dias surgiu uma polémica envolvendo o Bloco de Esquerda. No rescaldo das eleições de 2022 o partido teve uma grande redução da sua votação, caindo de 19 deputados para 5. Esta redução de representatividade na democracia em que vivemos, refletiu-se depois numa diminuição da subvenção estatal para este partido que levou a despedimentos, inclusive de funcionárias que tinham sido mães há pouco tempo. Deixamos desde já a nossa solidariedade para com as trabalhadoras despedidas. Além disso achamos importante refletir. Seria inevitável? É o que propomos discutir aos ativistas, jovens e menos jovens, que procuram uma ferramenta alternativa para a construir um mundo em que sejamos “socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.