Gaza: um genocídio que já dura há quase 300 dias
Há manifestações gigantescas e diárias em todo o mundo contra o genocídio israelita em Gaza, mas a maioria dos governos preferem guiar-se pela lealdade genocida a Israel e aos EUA.
Há manifestações gigantescas e diárias em todo o mundo contra o genocídio israelita em Gaza, mas a maioria dos governos preferem guiar-se pela lealdade genocida a Israel e aos EUA.
O genocídio de palestinos de Gaza promovido pelo Estado de Israel completa seis meses em 8 de abril. O genocídio se revela não apenas pelos bombardeios devastadores que destruíram 70% de todas as edificações de Gaza, incluindo ruas, residências, escolas e hospitais, incluindo a infraestrutura de fornecimento de água potável, energia elétrica e saneamento básico.
Wael Samer é palestiniano e está em Portugal há pouco tempo. Os seus pais e irmãos vivem na Cisjordânia, mas tem familiares em Gaza. Há poucos dias, recebeu a notícia de que alguns deles foram mortos pelos bombardeamentos de Israel. “Decidi que não vou ver os seus nomes porque… não tenho força.” É sobre a força da luta do seu povo o tema da nossa conversa.
O dia 7 de outubro vai ficar na história da luta pela libertação nacional na Palestina e no Médio Oriente. Foi o dia em que a resistência palestiniana conseguiu infligir uma derrota ao exército ocupante e romper por um período o cerco a que são submetidos diariamente por Israel, há 16 anos. Uma incursão preparada e coordenada conseguiu romper em vários pontos a cerca em volta de Gaza, que impede a saída de qualquer palestiniano. As câmeras e dispositivos de vigilância não funcionaram porque foram inutilizadas pelos combatentes. Até esse dia, a fama acumulada por Israel em várias guerras contra seus vizinhos árabes e da guerra permanente contra os palestinianos havia dado um prestígio macabro, a tal ponto que a sua tecnologia de vigilância, os seus carros blindados de repressão à população vinham sendo exportados para muitos países.
O povo palestiniano protagonizou, na manhã deste sábado, 7 de outubro, um novo capítulo na sua brava resistência. O partido político Hamas lançou uma surpreendente ação coordenada, intitulada “Tempestade de Al-Aqsa”, nos arredores da faixa de Gaza.