A queda de Al Assad é uma vitória para o povo sírio e para os oprimidos do mundo!
Declaração conjunta das organizações socialistas (ver nota no final do texto), 3 de janeiro de 2025
Declaração conjunta das organizações socialistas (ver nota no final do texto), 3 de janeiro de 2025
Este artigo apresenta um primeiro estudo e conclusões sobre a extrema direita, que, sem dúvida, precisará avançar e aprofundar.
A vitória de Trump na principal potência imperialista destaca a força adquirida pela extrema direita na esfera internacional, com fortes posições já conquistadas na Europa e na América Latina. O avanço da extrema direita é um fenômeno global que corresponde ao atual momento histórico de crise do capitalismo. Com amplos vínculos internacionais entre si, sua ascensão está em pleno desenvolvimento, mostra diferentes expressões nacionais e, como um fenômeno em transição, apresenta desenlaces em aberto que dependerão do curso dos acontecimentos.
Nos últimos dias vimos imagens espantosas das consequências da DANA (Depressão Isolada em Altos Níveis), fenómeno meteorológico que gerou chuvas torrenciais na região de Valência, no Estado Espanhol. Casas e residências de idosos foram inundadas, carros amontoaram-se pelas ruas levados pela correnteza, pessoas ficaram presas, o 112 entrou em colapso… O número de mortos já chegava a 200 em 1 de novembro, mas não se pode descartar que seja maior, porque ainda há pessoas desaparecidas
Um dos exemplos mais dolorosos de hipocrisia na atual campanha presidencial é o esforço dos dois candidatos para se apresentarem como os melhores defensores das famílias da classe trabalhadora. Ainda que os partidos Democrata e Republicano estejam associados a noções muito diferentes de “família” e das políticas sobre aborto e autonomia corporal – e embora polemizem sobre como financiar cuidados de saúde, educação e habitação – ambos colocaram o Crédito Tributário para Filhos (CTH) no centro de suas promessas. Uma análise desta abordagem mostra a sua natureza limitada e exige um debate sobre uma estratégia alternativa para sair das crises financeiras que as famílias trabalhadoras enfrentam.
Há manifestações gigantescas e diárias em todo o mundo contra o genocídio israelita em Gaza, mas a maioria dos governos preferem guiar-se pela lealdade genocida a Israel e aos EUA.
Durante meses, as sondagens anunciaram uma pontuação muito elevada para a Agrupação Nacional (RN) e uma derrota significativa para a chamada “Macronie” nas eleições europeias. A RN tem as suas raízes na antiga tradição racista e fascista francesa agrupada na Frente Nacional. Isto o torna um defensor dos princípios do imperialismo e do colonialismo francês.
Muito se tem falado sobre o resultado das eleições europeias. Que conclusões retirar de uma eleição onde ganha a direita e a extrema-direita cresce em vários países e no próprio parlamento? Vale lembrar que desde as últimas eleições, em 2019, muita coisa se passou na Europa: a pandemia, a guerra na Ucrânia, a volta da inflação e o continente pressionado pelo acentuar da crise da ordem mundial.
No próximo dia 9 de junho realizam-se as eleições europeias e o Governo e os outros partidos estão todos em campanha, mas claramente ignorando a realidade política da UE. Calam sobre a convivência da UE com o genocídio em Gaza, são coniventes com as medidas de perseguição aos imigrantes e esquecem-se de que os maiores problemas do país hoje, como a subida do custo de vida, a precariedade e os baixos salários, estão diretamente ligados com as medidas da UE. Por isso, fica a dúvida: para que Europa estamos verdadeiramente a votar?