Internacional

Um inferno na terra

É desta forma que os habitantes de Gaza descrevem o que estão a passar. O bombardeio sem trégua de Israel destrói hospitais, escolas, edifícios residenciais, campos de refugiados e vidas, muitas vidas. Já são mais de 22 mil pessoas mortas desde 7 de outubro. Um total de 57.910 ficaram feridas, em sua maioria mulheres e crianças. Cerca de 7 mil estão desaparecidos, presumivelmente mortos sob os escombros.

Internacional

Declaração europeia da LIT ante o novo pacto europeu de imigração e asilo

O Novo Pacto europeu de imigração e asilo (PEMA) da União Europeia (UE), que, a partir de agora, será vinculativo para os Estados membros, é uma reforma integral de sua política comum migratória, que prevê um sistema permanente de ‘solidariedade obrigatória’ para assegurar que a carga da pressão migratória seja compartilhada entre os 27 países. Com certeza, não estamos falando da solidariedade com as pessoas migrantes que fogem para a Europa fugindo da guerra, da miséria ou das catástrofes climáticas provocadas pelas políticas da UE e dos países imperialistas, mas da solidariedade entre os governos europeus com um objetivo comum: continuar construindo a Europa fortaleza com critérios classistas e racistas, dividindo as pessoas migrantes segundo sua cor, lugar de origem e condição socioeconômica.

Internacional

O 7 de outubro foi um ato de resistência

Wael Samer é palestiniano e está em Portugal há pouco tempo. Os seus pais e irmãos vivem na Cisjordânia, mas tem familiares em Gaza. Há poucos dias, recebeu a notícia de que alguns deles foram mortos pelos bombardeamentos de Israel. “Decidi que não vou ver os seus nomes porque… não tenho força.” É sobre a força da luta do seu povo o tema da nossa conversa.

Internacional

Por que as vítimas palestinianas feitas por Israel não têm direito a um voto de pesar?

A Assembleia da República aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, o item n.º 1 de um voto de pesar intitulado “Por todas as vítimas resultantes dos ataques terroristas do Hamas contra Israel”. O primeiro ponto “condena de forma absoluta, imediata e inequívoca os ataques terroristas do Hamas em Israel no passado sábado, dia 7 de outubro, expressando o seu mais profundo pesar pelas vítimas destes ataques, em especial as crianças, e solidarizando-se com as famílias e amigos destas vítimas e com o povo israelita”.

Internacional

Palestina: As mentiras do sionismo e a cumplicidade dos grandes media criam o terreno para a ‘solução final’ de Israel em Gaza

O dia 7 de outubro vai ficar na história da luta pela libertação nacional na Palestina e no Médio Oriente. Foi o dia em que a resistência palestiniana conseguiu infligir uma derrota ao exército ocupante e romper por um período o cerco a que são submetidos diariamente por Israel, há 16 anos. Uma incursão preparada e coordenada conseguiu romper em vários pontos a cerca em volta de Gaza, que impede a saída de qualquer palestiniano. As câmeras e dispositivos de vigilância não funcionaram porque foram inutilizadas pelos combatentes. Até esse dia, a fama acumulada por Israel em várias guerras contra seus vizinhos árabes e da guerra permanente contra os palestinianos havia dado um prestígio macabro, a tal ponto que a sua tecnologia de vigilância, os seus carros blindados de repressão à população vinham sendo exportados para muitos países.