A NOSSA CLASSE Nacional

Os cravos eram vermelhos: uma cronologia da revolução portuguesa

O golpe militar que deu origem à Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, começou em África, quando os povos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, então colónias portuguesas, insurgiram-se e pegaram em armas para conquistar a sua independência. O desgaste político provocado pela guerra, aliado à insatisfação com as péssimas condições de vida da maioria da população portuguesa e com a ausência de liberdades democráticas, erodiu a disciplina na Forças Armadas e conduziu à formação de um núcleo conspirativo formado, em sua maioria, por capitães, o Movimento das Forças Armadas (MFA). No mesmo dia 25 de abril, e apesar das recomendações em contrário do MFA, o povo foi às ruas e deu início à revolução que conquistaria a democracia e poria em causa a propriedade privada dos meios de produção. Esta cronologia poderá ser lida em sua totalidade no livro 50 anos de Abril – Um debate sobre reforma e revolução em Portugal, editado por Em Luta.

A NOSSA CLASSE Internacional Nacional

A UE, o neoliberalismo e a falta de alternativa dentro do capitalismo | É preciso um novo projeto de país!

Em 1987, deu-se início ao “Ato Único” para estabelecer o Mercado Único Europeu, promovendo a total liberdade de movimento de capital, com maior facilidade para se locomover do que as pessoas. Para uma nova fase de acumulação capitalista, era necessário destruir o estado de bem-estar social conquistado pela classe trabalhadora.

Nacional

COMEMORAR ABRIL É LUTAR POR UMA NOVA REVOLUÇÃO

50 anos depois do 25 de abril, as eleições de 10 de março mostraram claramente a crise que o atual regime atravessa, com os seus dois pilares, PS e PSD, a verem desabar o bipartidarismo que lhes tem permitido governar o país nestas últimas décadas, e com a extrema-direita a alcançar uma votação histórica.

Internacional Nacional

Os brasileiros nada têm a ganhar com o crescimento do Chega em Portugal

A notícia do primeiro deputado brasileiro eleito para o parlamento português teve impacto, não só em Portugal, mas também no Brasil. Marcus Santos, homem negro de 45 anos, foi eleito pelo Chega pelo círculo do Porto. Sendo a comunidade brasileira a maior entre os imigrantes em Portugal, o que ganham estes imigrantes com o crescimento do Chega? Afirmamos, desde já, que nada têm a ganhar e muito têm a perder.

Nacional

Nos 50 anos de Abril, a democracia dos ricos mostra os seus limites

O resultado das eleições deste domingo deixa o país numa encruzilhada. A curta vitória da AD, herdeira de Passos-Coelho, sobre o PS após a queda da maioria absoluta de António Costa coloca os cenários de um novo governo sob uma nebulosa. Uma maioria parlamentar só pode surgir com a entrada do Chega no governo, ou pelo menos no acordo de governação, ou então com o PS a viabilizar o governo da AD, inflando ainda mais o Chega.