O jovem Karl Marx

O realizador haitiano Raoul Peck provou que a vida do revolucionário e filósofo alemão dá um bom filme. Mas não só, ele provou também que é possível contar coisas sérias sem perder o bom humor e a leveza. Fez o que muitos realizadores deveriam fazer em relação aos episódios mais significativos da história: deixar de lado o facilitismo burro dos fait divers – ninguém aguenta mais tanto filme sobre Maria Antonieta e suas criadas – para agarrar os personagens que realmente contam.

Filmados em preto e branco, homens, mulheres e crianças esfarrapados recolhem galhos de árvores caídos no chão de uma floresta quando policiais a cavalo aparecem para os atacar violentamente. Este é o início do filme O jovem Karl Marx, do realizador haitiano Raoul Peck. A cena escolhida não foi casual. Em 1842, Marx tinha publicado uma série de artigos num jornal da cidade de Colónia, na então Prússia (atual Alemanha), chamado Gazeta Renana, a criticar uma lei sobre o roubo de lenha praticado por camponeses pobres daquela região. Como analisou Franz Mehring, no livro Karl Marx – A história de sua vida, “tratava-se da perseguição da era capitalista contra os últimos vestígios da propriedade comunal sobre o solo”. Não era uma perseguição qualquer: poucos anos antes, em 1836, dos 207.478 processos criminais abertos pelo estado prussiano, ¾ referiam-se a roubo de lenha e outras supostas transgressões contra a propriedade florestal.

Sobre a importância desse tema para Marx, Friedrich Engels escreveu: “Sempre ouvi Marx dizer que foi pelo estudo da lei sobre o roubo das madeiras e da situação dos camponeses da Mosela [região na fronteira entre França e Alemanha] que ele foi levado a passar da política pura para o estudo das questões económicas e, por isso mesmo, para o socialismo”. No ano em que publicou aquele artigo, Marx ainda não era um comunista, mas um jovem talentoso, recém-doutorado, seguidor do filósofo alemão Hegel e filho de um alto funcionário da cidade de Tréveris, Prússia, onde nascera em 1818.

Antes de o filme começar

O filme de Peck acompanha a trajetória da família Marx – Karl e sua mulher Jenny, de Westfalia – a partir da chegada a Paris, em finais de 1843. Mas, antes disso, muita água tinha passado por debaixo da ponte. Marx já cursara Direito na Universidade de Berlim, onde pertencera ao Clube dos Doutores, uma associação de hegelianos de esquerda liderada pelo professor Bruno Bauer, seu amigo e mentor. Os hegelianos de esquerda eram uma corrente pequeno-burguesa que, a partir da filosofia de Hegel, fundamentava a necessidade de reformas democráticas no Estado e na sociedade. As coisas começaram a correr mal para eles, liquidando a mais do que provável carreira universitária de Marx, após a ascensão do novo rei da Prússia, Frederico Guilherme IV, em 1840. Inicialmente saudada pelos hegelianos como um passo importante para a transformação da Prússia num Estado racional, a chegada do novo rei acarretou, na realidade, a proibição de revistas progressistas e a expulsão dos professores hegelianos das universidades, entre os quais o próprio Bruno Bauer.

A partir daí, opositores do Estado prussiano burocrático-feudal entrincheiraram-se na redação da Gazeta Renana, um projeto que reuniu o hegelianismo de esquerda e a burguesia liberal. Marx dirigiu esse jornal, uma tarefa cada vez mais difícil para ele. Pressionado pelos acionistas burgueses que exigiam moderação política para evitar retaliações, Marx acabou por abandonar o jornal antes da data estipulada pelo governo para o seu encerramento. “A atmosfera aqui tornou-se sufocante para mim. Mesmo a serviço da liberdade, é duro cumprir uma tarefa servil e esgrimir alfinetes, em vez de coronhas. Não posso realizar mais nada na Alemanha, nela você corrompe a si mesmo”, escreveu ele ao seu amigo Arnoldo Ruge, editor de jornais com os quais Marx tinha colaborado.

Em junho de 1843, Marx e Jenny, amigos de infância, casam-se e preparam-se para seguirem para a capital francesa, onde Marx trabalharia num novo projeto do mesmo Arnoldo Ruge, os Anais Franco-alemães.

Jenny e Mary

Um dos méritos – e há muitos – do filme de Raoul Peck é a relevância conferida às mulheres, representadas por Jenny, mas também por Mary Burns, a companheira de Engels. Jenny é apresentada como uma pessoa enérgica, inteligente e com opiniões próprias, tendo participado na elaboração política do marido. Numa das cenas do filme, ela diz querer destruir a sociedade, deitar-lhe fogo. O realizador assegura que não inventou esta frase, mas que Jenny efetivamente a escreveu. “Jenny é uma personagem tão importante no filme porque ela era parte da vida de Marx, era o seu braço direito, desafiava a ideia de que a política era só para os homens. Se nos tivéssemos baseado na literatura que existe sobre Marx, teria sido muito difícil saber sequer onde ela estava na altura, porque os grandes teóricos do marxismo nem sequer falam dela”, comentou Peck.

Para conseguir perceber um pouco do quotidiano do casal, em particular de Jenny e dos amigos que passaram pelas suas vidas, Peck baseou-se na intensa correspondência havida entre eles. Só assim poderia, por exemplo, colocar na boca de Mary uma afirmação tão pessoal – e irreverente – como aquela em que assegura a uma estupefacta Jenny não querer ter filhos para não perder a liberdade e que a sua irmã, Lizzy, é que gostaria de engravidar de Engels.

Jenny e Mary não poderiam ser mais diferentes. A primeira era filha de um alto funcionário do governo prussiano, enquanto a segunda era uma operária irlandesa que trabalhou, assim como o seu pai e Lizzy, na fábrica do pai de Engels, em Manchester, na Inglaterra. De acordo com o filme, Engels viu Mary pela primeira vez nessa mesma fábrica no momento em que desafiava um capataz. Ela tinha 19 anos e ele quase 22. Verdade ou não, o facto é que em 1842, quando os dois se conheceram, houve uma importante greve contra o corte de salários e a atmosfera estava elétrica. Foi Mary que levou Engels a “Little Ireland”, o distrito onde viviam os operários irlandeses, e o apresentou à combativa liderança local. Foi ela que o fez ver de perto as casas miseráveis e as ruas sem saneamento de Londres, onde animais eram largados a apodrecer, a lama dificultava a passagem e o mau cheiro era insuportável, os bairros onde viviam os operários, entre os quais os empregados do seu pai.

Marx em Paris

Enquanto a Manchester fabril representou um choque de realidade para Friedrich Engels, a Paris dos anos 1840 provocou uma verdadeira revolução nas ideias até então professadas pelo jovem Karl. Quando chegou a Paris, os seus conhecimentos sobre as teorias socialistas e comunistas eram muito iniciais. Conhecia Proudhon, cujo livro mais famoso qualificava a propriedade de roubo, e considerava a sua obra como a primeira manifestação científica do proletariado moderno; e Dézamy, ambos materialistas e antirreligiosos. Foi durante a sua estadia em Paris, nos anos 1844 e 1845 – escreve Michael Löwy, em seu livro A teoria da revolução no jovem Marx –, que ele conheceu as sociedades secretas dos operários parisienses e assistiu a assembleias de artesãos comunistas.

Entre estas sociedades destacava-se a Liga dos Justos, fundada em Paris na década de 1830 por emigrados alemães e que rapidamente passou a contar com cerca de mil membros, com ramificações em Londres e na Suíça. O seu lema era “todos os homens são irmãos” e as suas propostas inspiravam-se nas ideias dos revolucionários Gracchus Babeuf e Philippe Buonarroti, defensores da constituição jacobina de 1793. Na década de 1840, o comunismo, na sua versão pré-marxista, era de massas entre o proletariado francês.

O impacto causado em Marx por esta experiência foi imenso, como se pode depreender deste excerto de uma carta escrita ao amigo e filósofo alemão Edwig Feuerbach, em agosto de 1844: “Você precisaria assistir a uma reunião dos operários franceses para compreender o ardor juvenil e a nobreza de caráter que se manifestam nesses homens arrasados pelo trabalho […] a história forma, entre esses ‘bárbaros’ da nossa sociedade civilizada, o elemento prático para a emancipação dos homens”. Löwy considera que a descoberta do proletariado revolucionário foi decisiva no pensamento político de Marx, provocando uma evolução que será exposta pela primeira vez num artigo na revista Vorwärts (Avante), a polemizar com o seu amigo Arnold Ruge.

Ruge escrevera um artigo naquela mesma revista qualificando a sublevação de tecelões de 1844, na região da Silésia, na Prússia, como um acontecimento sem importância por lhe faltar “alma política”, sem a qual não poderia haver revolução social. Marx deve ter pulado da cadeira. Como desprezar uma revolta em que 5 mil tecelões, “segurando paus, facas e pedras com seus punhos magros”, enfrentaram batalhões de soldados, saquearam os palácios dos príncipes proprietários da fábrica e destruíram os livros de contabilidade? “A revolta silesiana – escreveu ele – começa justamente no ponto em que as revoltas dos trabalhadores da França e da Inglaterra terminam, ou seja, consciente da essência do proletariado. A própria ação possui esse caráter superior. Não são destruídas apenas as máquinas, essas rivais dos trabalhadores, mas também os livros contáveis, os títulos de propriedade.”

Neste mesmo artigo, ele qualifica, a polemizar com Ruge, a revolução socialista como “revolução política de alma social”.“É só no socialismo – escreve Marx – que um povo filosófico pode encontrar a sua prática adequada; e, portanto, é só no proletariado que ele pode encontrar o elemento ativo da sua libertação.” Para Löwy, a sublevação silesiana teve em Marx um efeito “catalisador, de reviravolta teórico-prática, de demonstração concreta e violenta do que ele já depreendia das suas leituras e contatos parisienses, a tendência potencialmente revolucionária do proletariado”.

O encontro com Engels

Não foi amor à primeira vista, mas o encontro de Marx e Engels em Paris, em 1844, deu frutos rapidamente. Eles já se conheciam, pois Engels não só colaborara com a Gazeta Renana, como também com os Anais Franco-Alemães, mas não teriam tido até então uma conversa a sério. Desta vez, pelo contrário, conversaram até altas horas da noite e, entre copos – Engels tinha fama de ser um bom bebedor –, começou a cumplicidade intelectual e fraternal que duraria até à morte de Marx. Sobre esse encontro, Engels dirá: “Constatámos a nossa completa concordância em todas as questões teóricas”.

O primeiro trabalho conjunto foi então planeado: tratava-se de mais uma polémica com um antigo amigo de Marx, desta vez Bruno Bauer. O filósofo publicara um artigo na sua revista literária criticando as posições de Marx e Engels expostas nos Anais Franco-Alemães. Para ele, “todas as grandes ações da história até aqui foram de antemão malogradas e privadas de sucesso porque a massa interessou-se e entusiasmou-se por elas”. No pacote do insucesso estariam incluídos todos os movimentos de massas até àquela época, do cristianismo à grande Revolução Francesa, tema caro a Marx, que sobre ela se debruçara com afinco desde a sua chegada a Paris.

Para combater as ideias de Bauer, a dupla escreveu nada menos que um livro inteiro. Inicialmente chamar-se-ia “a crítica da crítica crítica”, por sugestão de Jenny, de acordo com o filme de Peck, para depois se transformar em A sagrada família. Nele, defendem a revolução francesa, considerando-a vitoriosa (em 1830, a burguesia teria realizado os desejos de 1789), e criticam todos aqueles que, como Bauer, opõem uma “minoria esclarecida” à “massa ignara” ou, com o mesmo sentido, um “salvador supremo” à ideia da autoemancipação proletária.

Nesse trabalho, Marx deixa claro o seu progressivo distanciamento do idealismo de Hegel e sintonia com o materialismo francês: “As circunstâncias formam os homens; para transformar os homens, é preciso transformar as circunstâncias”. Para Löwy, seria o momento de negação da “identidade mística” e da afirmação da primazia das circunstâncias, “uma etapa da evolução teórica de Marx, etapa necessária, que representa a reação radical à etapa neo-hegeliana anterior, mas que permanece parcial, metafísica.” Essa etapa seria ultrapassada com as Teses sobre Feuerbach, escritas no ano seguinte, considerado o primeiro texto “marxista” de Marx. De Hegel, como escreve Lenine, Marx e Engels, mantiveram a dialética. “Este é o aspecto revolucionário da filosofia de Hegel, que Marx adotou e desenvolveu.”

De Paris a Bruxelas

No dia 11 de janeiro de 1845, o governo francês ordena a expulsão de vários emigrados alemães, entre eles Arnold Ruge, Mikhail Bakunin e Karl Marx. Seria o fim de um período feliz para Marx sob alguns pontos de vista: teórico, político e, inclusivamente, pessoal. Nascera a sua primeira filha, Caroline, e Jenny estava grávida mais uma vez. O filme retrata um casal apaixonado e brincalhão, apesar do temperamento explosivo de Marx. Mas houve contratempos, principalmente financeiros, pois a revista de Ruge, os Anais Franco-Alemães, o principal meio de subsistência de Marx, só tiveram uma edição. A penúria da família só foi aliviada graças à ajuda financeira dos amigos de Colónia.

Logo que chegou a Bruxelas, a cidade escolhida para viver a partir de então, Marx foi obrigado a assinar uma declaração comprometendo-se a não publicar artigos sobre temas políticos. Mehring conta que, para frustrar as tentativas do governo prussiano de atrapalhar a sua estada no novo país, Marx renunciou à sua nacionalidade, deixando de pertencer ao estado da Prússia, mas também não abraçou nenhuma outra, tornando-se apátrida até à morte. Assim que soube da expulsão de Marx, Engels prontificou-se a ajudá-lo. “Esses cães não terão o gosto de causar-te apuros pecuniários”, escreveu. Na primavera daquele mesmo ano, Engels muda-se para Bruxelas e, juntos, os dois amigos partem para Inglaterra numa viagem que durou seis semanas. Engels insistia muito com Marx para que ele estudasse os economistas ingleses, em particular Adam Smith, John Ramsey McCulloch e David Ricardo, conselho seguido com boa vontade.

Engels conta que foi em Bruxelas que Marx lhe expôs a ideia central do materialismo histórico: a história da humanidade é a história da luta de classes e, no capitalismo, essa luta teria chegado à fase em que o proletariado não poderia emancipar-se sem ao mesmo tempo emancipar toda a sociedade da exploração e da opressão, mas necessariamente através de uma revolução. Este seria o núcleo da obra que escreveu a polemizar, desta vez, com Proudhon. No seu livro Sistema das contradições económicas. A filosofia da miséria, Proudhon apresenta as suas novas elaborações, rompendo radicalmente com a defesa da revolução, que por tanto tempo fora a sua bandeira. “Prefiro queimar a propriedade em fogo lento do que dar mais alimento aos proprietários com outra noite de São Bartolomeu”, escreveu ele. O título que Marx deu ao seu livro contra as ideias de Proudhon não poderia ser mais enfático: Miséria da filosofia. O livro termina com as palavras de George Sand:“O combate ou a morte: a luta sanguinária ou o nada. É assim que inelutavelmente se apresenta a questão”. Como reconheceu Marx, a amizade entre ele e o tipógrafo intelectual pelo qual se entusiasmara foi desfeita para sempre.

De justos a comunistas

Viviam os Marx e Engels ainda em Bruxelas quando apareceu, em janeiro de 1847, o relojoeiro e dirigente da Liga dos Justos, Joseph Moll, com a missão de convidá-los a ingressar naquela organização. O espanto de Marx e Engels não poderia ter sido maior. Nos últimos tempos, a dupla vinha bombardeando a política e a estrutura organizativa da Liga. Criticavam a sua confusão ideológica e tolerância com o “comunismo sentimental”. Em oposição à irmandade de homens e o seu idealismo quase religioso, Marx e Engels propunham a luta de classes. Esta foi a batalha central dos dois revolucionários. Discussões duríssimas foram travadas entre eles e os dirigentes da Liga, em particular entre Marx e o alfaiate Wilhelm Weitling, episódio bem retratado no filme de Raoul Peck.

De facto, uma das secções da Liga, a francesa, já tinha aderido ao “marxismo”. No ano anterior, em 1846, Engels participara de uma reunião da Liga em Paris e, após um aceso debate com os discípulos de Proudhon, conseguira aprovar por grande maioria uma espécie de carta de intenções dos comunistas comprometendo-se com a defesa dos interesses do proletariado; da substituição da propriedade privada pela comunidade dos bens; e da revolução democrática e violenta para atingir aqueles fins. É importante notar, segundo Lowy, que para Marx e Engels democracia significava comunismo. Para coroar o bom resultado da missão, Engels foi eleito como representante da secção francesa no congresso da Liga marcado para junho de 1847.

Nesse congresso, realizado em Londres, discutiu-se o projeto de estatuto elaborado por Engels e confirmou-se a carta de intenções aprovada em Paris. Foi só aí, após ficar comprovada a nova atitude por parte dos membros da Liga em relação ao comunismo, que Marx, Engels e o seu grupo entraram nessa organização. A Liga dos Justos passou a chamar-se Liga Comunista, e o seu lema – “Todos os homens são irmãos” – transformou-se em “Proletários de todos os países, uni-vos”. Para fazer propaganda do programa comunista, Marx e Engels foram encarregados de escrever o Manifesto Comunista, publicado pela primeira vez em fevereiro de 1848, em Londres. O Manifesto foi escrito para a Liga Comunista, mas também dialogava com uma outra organização chamada Fraternal Democrats, que atuava como fração comunista no partido cartista inglês.

Nesse mesmo mês, estoura a Revolução de 1848 em França, com repercussões por toda Europa. Marx e Jenny são presos e expulsos da Bélgica, seguindo mais uma vez para Paris. Nessa cidade é constituído o comité central da Liga Comunista, composto, meio a meio, por integrantes procedentes de Bruxelas, entre os quais Marx e Engels, e Londres, entre os quais Joseph Moll. O programa escrito pela Liga Comunista para a revolução na Alemanha continha 17 reivindicações, entre as quais: implantação da República una e indivisível, armas para o povo, nacionalização das propriedades dos príncipes e dos senhores feudais, das minas e meios de transporte, criação de oficinas nacionais e educação pública e gratuita.

Em 1848, com a publicação do Manifesto Comunista e o rebentar da revolução na Europa, termina o filme de Raoul Peck sobre o jovem Marx. Nele se consegue depreender um homem determinado, brilhante e, sobretudo, capaz de compreender profundamente a sua época e formular uma teoria sobre o funcionamento do capitalismo e um programa revolucionário para a sua superação que se mostraram essenciais para os revolucionários que até hoje querem não apenas compreender, mas mudar o mundo. O filme tem ainda a vantagem de mostrar também um homem bom, como o descreve a sua filha Eleanor: “Na sua vida doméstica, assim como nas relações com os seus amigos e inclusivamente com simples conhecidos, creio poder afirmar que as principais características de Karl Marx foram o seu permanente bom humor e a sua generosidade sem limites”.

Cristina Portela

 

Sugestões de leitura:

 Karl Marx – A história de sua vida, de Franz Mehring. São Paulo: Editora José Luís e Rosa Sundermann, 2013. 

A teoria da revolução no jovem Marx, de Michael Löwy. São Paulo: Boitempo, 2012.

Figuras do Movimento Operário: Karl Marx, de Lenine.

https://www.marxists.org/portugues/lenin/1914/11/marx.htm