Declaração europeia da LIT-QI
Diante da gestão capitalista da pandemia e da nova ofensiva do capital, organizar a resposta aos governos e à União Europeia (UE).
Diante da gestão capitalista da pandemia e da nova ofensiva do capital, organizar a resposta aos governos e à União Europeia (UE).
“Hemos fracasado.” Com essa frase, Pablo Iglesias concluiu, em maio deste ano, a sua trajetória no Podemos, o partido que liderou e se tornou, ao lado do Syriza, o mais mediático fenómeno político europeu dos últimos anos.
Os acontecimentos em Ceuta põem a nu as políticas migratórias da União Europeia e do Governo espanhol de turno, neste caso da coligação PSOE-UP. O reacionarismo de Casado conta com o apoio dos gestos fascistas de Abascal e suas hostes. Estamos perante uma “invasão de Ceuta”, “Detenham, identifiquem e expulsem os que violaram a nossa soberania”, dizem eles no Parlamento, exigindo ao Governo de Pedro Sánchez “firmeza e contundência para defender as fronteiras espanholas”.
A população palestina levanta-se mais uma vez contra as políticas de apartheid e limpeza étnica levadas a cabo pelo Estado racista de Israel na contínua Nakba (a catástrofe) com sua formação em 1948. Iniciado na cidade de Al-Quds (Jerusalém), o levante expandiu-se e abarca toda a população palestiniana, seja na Palestina de 48, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ou nos campos de refugiados ou na diáspora palestiniana, facto inédito desde a primeira e a segunda Intifadas.
Resultado deve ser anunciado oficialmente nas próximas horas. Candidatos independentes superam partidos tradicionais.
Os palestinianos enfrentam neste momento em Jerusalém mais um capítulo da contínua Nakba – a catástrofe da criação do Estado de Israel a 15 de maio de 1948 mediante limpeza étnica planeada, quando 2/3 foram expulsos violentamente das suas terras.
Após quatro dias de massivos protestos na Greve Nacional, o governo de Duque ordenou a militarização das cidades para conter as mobilizações que continuam apesar de terem sido brutalmente atacadas pela Polícia Nacional. Já são por volta de 35 pessoas assassinadas, 400 detidos, mais de dez jovens lesionados e 2 mulheres estupradas pela Polícia Nacional, que usam armas de fogo à queima-roupa para dispersar os manifestantes e entram nas casas e conjuntos residenciais disparando gases e armas paralisantes.
Este é o segundo 1º de maio pelo qual passamos desde o início da pandemia de Covid-19. Em pouco mais de um ano, a barbárie só se aprofundou. Mais de 140 milhões de casos e mais de três milhões de mortes foram registrados no mundo. Mas sabemos que são muitos mais. A pandemia, decorrente de um desequilíbrio na relação humanidade-natureza causado pela sede de lucro do capitalismo, criou a crise de saúde mais dramática em um século, exacerbando a crise econômica e social anterior. Os menos alarmistas falam da pior crise global desde o fim da Segunda Guerra Mundial.