NATO | Uma cimeira de bandidos que não salvará o povo ucraniano
Nos dias 29 e 30 de junho será realizada em Madrid a cimeira da NATO, que contará com a presença de 44 líderes de todo o mundo, incluindo Joe Biden.
Nos dias 29 e 30 de junho será realizada em Madrid a cimeira da NATO, que contará com a presença de 44 líderes de todo o mundo, incluindo Joe Biden.
Na alvorada da sexta-feira passada os corpos policiais fronteiriços espanhóis e marroquinos realizaram uma operação conjunta para reprimir a entrada de 2 mil migrantes desarmados que se deslocavam conjuntamente para a fronteira no enclave espanhol de Melilla. O que se seguiu, como pode ser visto por várias redes sociais, foi mais uma vez a barbaridade a que largas proporções do mundo estão tão habituadas.
A invasão da Ucrânia pela Rússia voltou a expor internacionalmente o caráter extremamente autoritário e reacionário do regime de Vladimir Putin na Rússia. Ironicamente, Putin, desde o primeiro dia, alegou que a invasão pretendia “desnazificar” uma Ucrânia supostamente “fascista” – um discurso que não poderia ser mais hipócrita.
Quando encaramos os desafios políticos na atualidade é fundamental olhar para as propostas levantadas pelos revolucionários noutros momentos históricos e usá-las como referência para elaborar um programa nos nossos dias.
Em abril realizou-se em Dijon o IV Encontro Internacional da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas. Nele estiveram presentes sindicalistas de diferentes países e continentes que trouxeram as suas experiências e procuraram traçar orientações no sentido de fortalecer o movimento sindical combativo e o internacionalismo entre trabalhadores.
Vimos recentemente a declaração do ex-Secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger a defender que a Ucrânia ceda território à federação russa para acabar com a guerra e que a UE faça pressão para tal acordo.
Para António Costa e restante “família socialista” – em coro com os propagandistas do imperialismo – as razões da permanente crise económica e social, com o seu cortejo de baixos salários, inflação e consequente desvalorização salarial ímpares nas últimas décadas e fome para milhões de seres humanos, radicam na pandemia e agora na guerra na Ucrânia, e consequentemente, permanecem devido à persistente resistência do povo ucraniano à invasão de Putin.
Detivemo-nos na análise histórica relativamente ao tema dos “Descobrimentos” socializada pelo órgão “O Militante” e não pudemos deixar de refletir sobre as consequências do raciocínio e conclusões que resultam de tal análise