Revolução e contrarrevolução em Portugal, de Nahuel Moreno
Na abertura das comemorações do 50º aniversário do 25 de Abril, relembramos a análise de Nahuel Moreno sobre revolução portuguesa
Na abertura das comemorações do 50º aniversário do 25 de Abril, relembramos a análise de Nahuel Moreno sobre revolução portuguesa
As duas ideias contidas no título acima não são, por incrível que possa parecer, consensuais na esquerda, inclusive em Portugal. Vejamos o que se passa.
A cada 8 de Março lutamos pelos direitos das mulheres em todo o mundo, mas este ano, não é mais um ano no calendário. Estamos no terceiro ano da pandemia e essa catástrofe evitável que demonstrou a criminalidade do capitalismo foi e é mais cruel conosco, as mulheres. Sobram motivos que se aprofundam cada vez mais para sair às ruas e lutar contra o machismo e o capitalismo.
Na terça-feira, 22 de fevereiro, o presidente russo Vladimir Putin iniciou a invasão da Ucrânia. O objetivo de Putin é derrubar o governo de Zelensky, colocar o país sob domínio russo, anexar o Donbass, impedir que a Ucrânia se junte à NATO e alertar as ex-repúblicas soviéticas sobre o que as espera se se opuserem à sua vontade.
A conivência da TVI no recente caso de Bruno de Carvalho no Big Brother Portugal foi um alerta a respeito do quanto a violência contra a mulher continua a ser banalizada em Portugal: a violência de género, para o programa de televisão, foi tratada como um espetáculo apto a gerar audiência e lucro como qualquer outro.
Nos últimos dias, têm sido divulgados inúmeros relatos, imagens e vídeos de pessoas negras e provenientes da Ásia Meridional a serem impedidas pelas autoridades ucranianas de abandonar o país e pelas autoridades fronteiriças em países como a Polónia, por exemplo.
Aquilo que Putin esperava que fosse pouco mais que um passeio, está se complicando muito para as tropas russas, que invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro passado. Longe de serem vistos e tratados como “libertadores”, como a propaganda de Moscou anunciava, os russos estão recebendo uma forte resistência por parte do exército e das milícias de civis ucranianos. Em meio ao sofrimento e destruição, as imagens mostram como os ucranianos organizam a defesa: recebem armas, treinam, cavam trincheiras, produzem coquetéis molotov…[1]