Pela derrota da invasão militar russa à Ucrânia!
Declaração LIT-QI sobre a invasão Russa da Ucrânia
Declaração LIT-QI sobre a invasão Russa da Ucrânia
A 12 de março de 2011, 300 mil pessoas ocupavam as ruas em Portugal. A batalha era para que a conta da crise económica não caísse sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. A crise fez-se sentir com particular força em Portugal, a partir de 2011, e teve como consequência colocar a nu o lugar periférico e subordinado da economia portuguesa dentro da União Europeia.
No último dia 24 de janeiro, o jovem Moïse Mugenyi Kabagambe, de apenas 24 anos, foi brutalmente assassinado pelo seu chefe e capangas na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Moïse, refugiado congolês, trabalhava no quiosque Tropicália, e foi assassinado por nada mais do que cobrar o pagamento atrasado de duas diárias de trabalho
No meio das disputas eleitorais em curso nos debates das legislativas, perde-se muitas vezes de vista aquilo que realmente interessa aos trabalhadores e à população mais pobre: que projeto de país e que saída para a classe trabalhadora e população mais pobre? Apresentamos algumas medidas que nos parecem centrais, para podermos falar de uma retoma que sirva os trabalhadores e a população mais pobre.
Não há dúvida de que o balanço dos governos da Geringonça está no centro do debate político da atualidade. É preciso explicar porquê, depois de 6 anos deste modelo de governo, PS, PCP e BE se arriscam a perder a maioria do Parlamento.
As eleições legislativas antecipadas colocam ao país o debate político sobre o rumo a seguir para uma retoma económica. Os partidos que estão no Parlamento mais do que debaterem as propostas e programas, debatem a partilha de poder por dentro do Parlamento.
Lá se vão os tempos em que uma Comissão Europeia definia diretamente o que se podia ou não fazer no orçamento português. Impuseram os cortes nos salários, nos direitos e nos serviços públicos. Impuseram o déficit orçamental e aumentaram a dívida do país. Não temos memória curta. Tudo isto foi com a subserviência do PS, não só do PSD. A Troika lá se foi e há quem diga que já não manda aqui. Viramos a página da austeridade. Agora são novos tempos e é preciso investir no país. Será?