Autoeuropa: Organizar, resistir, derrotar a imposição do horário!

A Administração da Autoeuropa pretende impor os horários rejeitados pelos trabalhadores, que obrigam a trabalhar ao sábado como dia normal de trabalho. Como chantagem, retirou até a compensação de 175 euros que antes tinha prometido. A Administração negociou as condições da vinda do novo modelo contando quase exclusivamente com o aumento da exploração dos trabalhadores e não aumentou a capacidade produtiva da fábrica para responder a este aumento do volume de produção. Atualmente, já começam a ocorrer problemas que refletem esta falta de preparação (paragens totais ou parciais da produção, falhas de fornecedores, ou até paragem de dias completos, como no dia de amanhã). Trocando por miúdos: querem fazer mais dinheiro com o aumento de produção, mas tudo às custas de apertar o cinto de quem faz os carros. Esta é a verdade!

Cada vez mais cai a máscara da Autoeuropa. A imagem de empresa com “responsabilidade social” é substituída por aquilo que sempre foi: uma unidade que extrai milhões do trabalho dos operários para o bolso dos seus patrões. Portanto, a única forma de os trabalhadores fazerem valer os seus interesses é usarem da sua força numérica e do facto de serem eles que fazem a fábrica andar.

Os trabalhadores têm de continuar unidos na sua luta contra este rumo que a empresa pretende. Tem de ser preparada uma greve para mostrar à Administração que os trabalhadores estão determinados. O tempo não favorece as metas da empresa. As hipóteses de deslocalização não resolvem o problema de Palmela, nem serão tão simples de implementar como as ameaças querem fazer crer.

O futuro com direitos na fábrica só será garantido com mais investimento; caso contrário, cada vez mais a realidade da unidade será a da precariedade, a do desrespeito pela saúde e vida familiar dos seus trabalhadores, a da chantagem e pressão constantes sobre quem constrói a riqueza da Volkswagen Autoeuropa.

Casos como este que se vivem na Autoeuropa só vão parar de existir quando se construir uma realidade em que o lucro não sirva de argumento em prejuízo da vida de quem trabalha. Para isso, os trabalhadores devem não só lutar como organizarem-se politicamente; não nos partidos da “politiquísse”, das Raríssimas, dos BES e dos BPN’s, mas naqueles que, em vez de andarem sempre a mendigar migalhas,  pretendem,de facto, mudar a sociedade. É esse partido que os trabalhadores da Autoeuropa podem encontrar no Em Luta. É esse partido que vos convidamos a virem conhecer.