Internacional

“Mulheres, vida, liberdade!”: os protestos no Irãoo como parte de um movimento mais amplo para a justiça de género, social e económica

Em março de 1979, dezenas de milhares de pessoas, na sua maioria mulheres, marcharam em Teerão contra a então nova lei que tornava obrigatório o uso do hijab (o código islâmico de vestimenta e cobertura da cabeça), instituída pela nascente República Islâmica, assim como outras leis que atacavam os direitos das mulheres, particularmente a legislação familiar. Elas cantavam “não fizemos a revolução para retroceder”. A mensagem era clara. As mulheres foram parte da Revolução Iraniana de 1979 por justiça social e económica contra a ditadura do Xá apoiada pelos EUA. Mas a sua substituição por uma nova ditadura, a da República Islâmica, significou a traição dos seus sonhos de libertação.

HISTÓRIA Internacional

Médici, Dom Pedro I, Bolsonaro e o elogio ao autoritarismo

Há exatos 50 anos, o ditador Emilio Garrastazu Médici recebia os restos mortais de Dom Pedro I. Levado do Panteão Nacional Português, em Lisboa, a bordo do navio Funchal, para o que seria um dos maiores velórios da história do Brasil. As reminiscências de Pedro foram levadas a quase todos os estados – exceto Pernambuco, dada a revolta que o falecido ainda causava por lá devido à repressão à Confederação do Equador -, num cortejo fúnebre de 5 meses concluído no Museu do Ipiranga, em São Paulo, onde jaz atualmente. Mas somente a ossada fora digna de frete tão caro e espalhafatoso. Pois este foi o desejo dele próprio deixado em testamento, na véspera de sua morte: que o corpo ficasse no Brasil, mas o coração fosse doado à cidade do Porto.

Internacional

Sri Lanka: Uma revolução em curso derruba o presidente Rajapaksa

Há poucos dias, a mídia de todo o mundo mostrou como uma multidão enfurecida tomou a residência presidencial em Colombo (capital do país) e forçou o odiado presidente Gotabaya Rajapaksa a renunciar. Foi o ponto alto de um processo de meses de greves e manifestações de protesto contra a terrível deterioração das condições de vida, agravada pela política governamental, e que a repressão não conseguiu deter[1].