“Mulheres, vida, liberdade!”: os protestos no Irãoo como parte de um movimento mais amplo para a justiça de género, social e económica
Em março de 1979, dezenas de milhares de pessoas, na sua maioria mulheres, marcharam em Teerão contra a então nova lei que tornava obrigatório o uso do hijab (o código islâmico de vestimenta e cobertura da cabeça), instituída pela nascente República Islâmica, assim como outras leis que atacavam os direitos das mulheres, particularmente a legislação familiar. Elas cantavam “não fizemos a revolução para retroceder”. A mensagem era clara. As mulheres foram parte da Revolução Iraniana de 1979 por justiça social e económica contra a ditadura do Xá apoiada pelos EUA. Mas a sua substituição por uma nova ditadura, a da República Islâmica, significou a traição dos seus sonhos de libertação.







