Derrotar o inominável, sim! Mas escolher o mal menor, não!
Na reta final de seu mandato, Bolsonaro abriu os cofres e despejou uma série de medidas eleitoreiras, numa tentativa desesperada de reverter a oposição cada vez maior da população.
Na reta final de seu mandato, Bolsonaro abriu os cofres e despejou uma série de medidas eleitoreiras, numa tentativa desesperada de reverter a oposição cada vez maior da população.
A ex-ministra da Saúde era apenas uma cúmplice da política de destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) executada pelo Governo do primeiro-ministro António Costa e seus antecessores. Política essa que vai continuar e, o mais provável, talvez acelerar.
Em março de 1979, dezenas de milhares de pessoas, na sua maioria mulheres, marcharam em Teerão contra a então nova lei que tornava obrigatório o uso do hijab (o código islâmico de vestimenta e cobertura da cabeça), instituída pela nascente República Islâmica, assim como outras leis que atacavam os direitos das mulheres, particularmente a legislação familiar. Elas cantavam “não fizemos a revolução para retroceder”. A mensagem era clara. As mulheres foram parte da Revolução Iraniana de 1979 por justiça social e económica contra a ditadura do Xá apoiada pelos EUA. Mas a sua substituição por uma nova ditadura, a da República Islâmica, significou a traição dos seus sonhos de libertação.
Há exatos 50 anos, o ditador Emilio Garrastazu Médici recebia os restos mortais de Dom Pedro I. Levado do Panteão Nacional Português, em Lisboa, a bordo do navio Funchal, para o que seria um dos maiores velórios da história do Brasil. As reminiscências de Pedro foram levadas a quase todos os estados – exceto Pernambuco, dada a revolta que o falecido ainda causava por lá devido à repressão à Confederação do Equador -, num cortejo fúnebre de 5 meses concluído no Museu do Ipiranga, em São Paulo, onde jaz atualmente. Mas somente a ossada fora digna de frete tão caro e espalhafatoso. Pois este foi o desejo dele próprio deixado em testamento, na véspera de sua morte: que o corpo ficasse no Brasil, mas o coração fosse doado à cidade do Porto.
Nos últimos dias vimos circular, mais uma vez, nas redes sociais, um vídeo de flagrante brutalidade policial contra um homem negro. As imagens mostram-no a ser violentamente agredido com bastonadas e pontapés, quando já estava no chão, por dois agentes da PSP, no Bairro Alto, em Lisboa, após ter alegadamente recusado colaborar com a sua detenção.
No último 29 de julho, Alika Ogochukwu, um imigrante nigeriano a trabalhar como vendedor ambulante foi brutalmente espancado até à morte, em plena luz do dia e à frente de várias pessoas, na cidade italiana de Civitanova Marche.
Em meio a mais um verão com ondas de calor e incêndios, fizemos uma entrevista com o nosso companheiro Juan Ramos, bombeiro florestal na Andaluzia e militante da Corriente Roja, o nosso partido irmão no Estado Espanhol. Confere abaixo a entrevista.
No último fim de semana ganhou peso um caso grave de racismo no qual foram vítimas dois filhos negros de um casal de atores brasileiros e uma família de angolanos. “Pretos de merda” ou “voltem para África”, foram alguns dos insultos ouvidos.